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Programa “Talentum” elenca desafios para 2021

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Foi com o mundo ainda a viver com preocupação a pandemia de Covid-19 que teve lugar, no dia 21 de janeiro, a primeira sessão de 2021 do Programa “Talentum”, organizada pela CEFAMOL e subordinada ao tema ‘Gerir Pessoas: os desafios para 2021’. Num ano que se prevê que seja marcado, ainda, por muitas incertezas, o orador residente, Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC) elencou alguns dos que serão os mais importantes desafios que as empresas têm pela frente, no que diz respeito à gestão de pessoas.



Perante uma plateia virtual constituída por quatro dezenas de profissionais do sector, o dinamizador habitual destas sessões, chamou a atenção para a necessidade de olhar para o futuro, “não numa lógica negativista”, mas, pelo contrário, “encarando as dificuldades como estímulos de crescimento e desenvolvimento”.


“Sobreviver, adaptar e evoluir” são, no seu entender os principais desafios que se colocam às organizações, num ano que, sublinhou, “será ainda marcado por uma navegação à vista, uma vez que é difícil fazer planos de futuro devido à incerteza (causada pelo impacto da pandemia)”.

A esse propósito, deu nota de um estudo, realizado junto de 800 líderes de Recursos Humanos de 68 países e que concluiu que “as prioridades da gestão de pessoas para 2021 centram-se em torno das mudanças decorrentes do impacto, direto e indireto, da pandemia nas organizações”. Ou seja, na necessidade de “adaptação ao trabalho remoto”, bem como “à velocidade imposta pela dinâmica mais ágil devido aos avanços da tecnologia”. O trabalho de futuro está associado indelevelmente às tecnologias e, por isso, as habilitações “são fundamentais”, sendo necessária uma maior aposta na formação.


É que, ainda de acordo com o inquérito realizado, mais de 68% das pessoas “precisam de desenvolver competências críticas e diferenciadoras”, advertiu, sublinhando que, no atual cenário, essa aprendizagem tem de ser alcançada num curto espaço de tempo. Por outro lado, é necessário que as empresas trabalhem o seu desenho organizacional, bem como a gestão da mudança. É que, reforçou, “a pandemia mudou a maneira como nos organizamos”. Nesse sentido, é preciso apostar no desenvolvimento de líderes que sejam capazes de trabalhar no crescimento das organizações.

‘Saber trabalhar em equipa, resolver problemas complexos e desenvolvimento do pensamento crítico” são algumas das principais competências necessárias às empresas a que se adiciona também a “resiliência”, bem como as capacidades de comunicação e influenciar pessoas de forma positiva.


O futuro
Em relação ao futuro do trabalho, foram destacou três focos de preocupação: a ausência de estratégia (devido à incerteza), as mudanças no mercado que criam uma necessidade de adaptação constante e o avanço da inteligência artificial que obriga as empresas a apostar na melhor preparação dos seus recursos humanos. Face a isto, as organizações têm, entre outros aspetos, de encontrar formas de integrar o “trabalho remoto ou híbrido”, fortalecer o papel da empresa “enquanto ambiente saudável e seguro” e ter presente a necessidade da expansão da “contratação de temporários”.


Lembrando que é “nas tormentas que melhor nos encontramos e conhecemos, quer a nós, quer aos que nos rodeiam”, Artur Ferraz, na sua mensagem final, afirmou-se convicto de que, na era pós-pandemia, “o mundo será melhor”. “Sou otimista e, por isso, acredito que as pessoas não vão esquecer-se do que passaram neste processo e serão capazes de tornar-se seres humanos melhores”, afirmou.


Terceiro ano
Com este webinar, o programa “Talentum” deu início ao seu terceiro ano. Esta iniciativa, organizada pela CEFAMOL, procura, desde 2019, chamar a atenção para os temas da Inovação Organizacional e a Gestão de Pessoas nas organizações.
“Este será um ano desafiante, mas cá estamos, resilientes, para enfrentar o futuro”, afirmou Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL que, na sua intervenção, deu conta de algumas das principais ações previstas, no âmbito do Talentum, para os próximos meses.


Trabalhando em três vertentes – ‘Atrair e Recrutar Talento’, ‘Gerir e Reter Talento’ e ‘Design organizacional’ – o programa tem como objetivos reforçar a intervenção das empresas em áreas como o conhecimento e a avaliação das equipas de trabalho, a elaboração de modelos de gestão de pessoas, a criação de sistemas de avaliação eficazes ou a formação orientada para os resultados. Pretende também apoiar as empresas a adaptar os desenhos organizacionais em função das estratégias e definir e alinhar políticas de gestão de pessoas e objetivos estratégicos.

Para além dos webinares mensais, o programa “Talentum” integrará sessões de mentoring, ações de formação e ações concretas em empresas, com o objetivo de intervir e influenciar, de forma eficaz, a mudança nas organizações.

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