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Conferência Internacional realça os desafios do mercado Global

A Conferência Internacional permitiu que especialistas internacionais e empresários debatessem e reflectissem sobre as principais tendências e expectativas da indústria de moldes mundial.

“O valor da exportações da indústria de moldes portuguesa cresceu 21% nos primeiros sete meses de 2006, em comparação com o mesmo período do último ano, o que vem reverter a tendência decrescente do ano de 2005.” Este é o panorama actual da nossa indústria, nas palavras de Eduardo Beira, representante da ISTMA World. No entanto, a indústria portuguesa tem ainda que consolidar a sua posição no que respeita às exportações para outros mercados europeus e afirmar-se no mercado americano, encontrando novos mercados. “Estes objectivos representam importantes desafios comerciais e financeiros para as PME que dominam a indústria de moldes portuguesa.”

 

À comunicação de Eduardo Beira sucedeu a apresentação de Félix Hagemann, um especialista de Benchmarking da Universidade de Aachen, na Alemanha, que desenvolveu um estudo sobre a situação da indústria de moldes no mundo. Félix Hagemann afirmou que “faltam 10 anos para a China chegar à Europa. Aliás, o sector de moldes é já considerado pelo governo chinês como um sector-chave para o crescimento da economia, visto como o futuro do país.”

 

Para a indústria nacional e europeia conseguir alongar os 10 anos mencionados no início da sua comunicação, Félix Hagemann deixou alguns conselhos: inovação e diferenciação, evitar competir somente com base nos preços, encontrar uma posição estratégica que permita proporcionar valor acrescentado para o cliente e apostar forte no desenvolvimento de produto.

 

A parte da tarde foi preenchida com uma mesa redonda liderada por Salvador Ávila, da Universidade de Stanford (EUA). Depois de cada participante manifestar a sua opinião no que respeita à competitividade da indústria de moldes no mercado global, Salvador Ávila reuniu num conjunto de “take-home messages” as conclusões deste debate. São elas: concentrar capacidades e competências, questionar os clientes sobre as suas reais lacunas, padronizar processos e produtos, continuar a melhorar e a aperfeiçoar, satisfazer as necessidades dos clientes e “engenharia, engenharia e mais engenharia”. Nesta última, parafraseou Paulo Silva (Plasdan).

 

A última comunicação da Conferência pertenceu a Joaquim Menezes, no papel de representante da ISTMA Europa, que apresentou as tendências e necessidades da indústria de moldes. Na opinião de Joaquim Menezes, a base está na inovação, que deverá começar a ser encarada como uma função intrínseca da empresa. A cooperação é também essencial porque Portugal é ainda um país competitivo na Europa, pelo que devermos aprender com os nossos “adversários”. Relatando uma recente viagem efectuada a Aachen, mencionou que teve a oportunidade de auscultar opiniões neste país e alegou que na Alemanha, os fabricantes de moldes continuam optimistas porque continuam a desenvolver competências. “E eu também sou um optimista em relação ao futuro da indústria de moldes. Dado o elevado número de produtos que precisam de um molde, acredito que há uma necessidade”, conclui.

 

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