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História

A Indústria Portuguesa de Moldes

A Indústria de Moldes para matérias plásticas teve o seu início em 1943, na Marinha Grande, numa pequena empresa de moldes para vidro, por iniciativa de Aníbal H. Abrantes mas sem a concordância do sócio e irmão Aires Roque, que por isso vendeu a sua posição na empresa, continuando a sua actividade na indústria vidreira. Dois anos mais tarde, Abrantes produziu o primeiro molde de injecção para plástico.

Neste seguimento, começaram a estabelecer-se outras empresas produtoras de moldes para plásticos, nas cidades da Marinha Grande e Oliveira de Azeméis, outro centro tradicional da indústria de vidro. A indústria desenvolveu-se com a importação de tecnologia estrangeira e, em 1955, iniciou-se a exportação com a venda dos primeiros moldes à Grã-Bretanha. Em 1980, a indústria já exportava para mais de 50 países e só na área da Marinha Grande existiam 54 empresas em laboração, empregando cerca de 2000 pessoas.

Actualmente, o sector de moldes em Portugal possui cerca de 250 empresas com a dimensão típica de PME's (Pequenas e Médias Empresas), situadas na sua maioria na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis, empregando cerca de 7500 pessoas. Actualmente, as empresas portuguesas de moldes encontram-se na vanguarda da utilização de máquinas-ferramentas de precisão inovadoras, controladas informaticamente, sendo vulgar a utilização de sistemas CAD/CAM/CAE na concepção e fabrico de moldes. Conceitos como Engenharia Simultânea ou Concorrente e Qualidade Total, por exemplo, são conceitos que se começam a generalizar em algumas empresas do sector.

Apesar de ser uma economia relativamente pequena, Portugal encontra-se entre os maiores fabricantes mundiais de moldes, exportando cerca de 90% da sua produção. Em 1999 essa exportação atingiu os 48,69 milhões de contos, sendo o mercado francês, o mais importante, responsável por 8,67% do total exportado.

O futuro desta indústria está assegurado através do seu desenvolvimento tecnológico, do correcto planeamento da produção e controle de qualidade, da modernização constante dos equipamentos em utilização e do investimento na formação profissional.

A transmissão recíproca de dados relacionados com o projecto e a produção de moldes, fruto dos excelentes suportes informáticos em curso na industria portuguesa, tem vindo a fortalecer a relação cliente/fornecedor.

As empresas portuguesas de moldes têm vindo a desenvolver alguma especialização em áreas específicas. Algumas trabalham somente com cavidades ou bases de moldes, polimentos, moldes de grande porte e outras em moldes de maior precisão.

Ao longo dos anos a indústria portuguesa tem vindo a apostar na qualificação e especialização de técnicos profissionais. Institutos especializados concentraram-se na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis, evidenciando o desejo das empresas portuguesas de moldes reunirem os seus esforços num objectivo comum. Exemplo desta conjugação de esforços é a promoção de imagem do sector a nível externo, desenvolvida através da colaboração entre a CEFAMOL - Associação Nacional da Indústria de Moldes e o ICEP - Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal.

O progresso e a vanguarda desta indústria deve-se, para além da sólida experiência e Know-how, ao cumprimento dos prazos de entrega, ao rigoroso controlo de qualidade, à elevada experiência, à competitividade, ao investimento em alta tecnologia, factores que asseguram a continuidade do fornecimento de moldes portugueses aos mercados mais exigentes no mundo.

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Nichos de Mercado para a Indústria de Moldes; O Futuro da Montagem e Acabamento na Indústria de Moldes; Engineering & Tooling, de Portugal para o Mundo
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