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Nº76 - Dezembro de 2007

Revisitando os Factores Críticos de Sucesso da Indústria Portuguesa de Moldes (IPM)

 

No limite a indústria de moldes pode considerar-se, a partir de certo patamar (ainda não atingido de modo significativo) de complexidade de produtos, como uma “actividade baseada em projecto, onde as empresas a operarem a estes níveis tendem a concentrar-se sobretudo nas tarefas relacionadas com o planeamento da produção, desenvolvimento do projecto e fabricação, pilares centrais de uma actividade que no seu quotidiano tem de encontrar, pela via de uma filosofia de actuação pelo marketing, o equilíbrio entre uma procura crescentemente sofisticada e portadora de elevados graus de especificidade e o imperativo de permanecer comercial e tecnologicamente viável.

 

Tal perspectiva tem subjacente a exigência de detenção e desenvolvimento de competências capazes de responderem adequada e atempadamente ás mudanças de procura e às suas implicações sobre o perfil da oferta a desenvolver. Haverá, contudo, por muitos e largos anos, no seio da actividade económica em apreciação, um conjunto substancial de empresas que se continuarão a alimentar por projectos finalizados oriundos dos seus clientes, sendo o espaço de angariação de vantagens concorrenciais, segundo esta perspectiva, limitado às actividades de planeamento da produção e produção propriamente dita.

 

A Dinâmica Europeia do Tooling - Portugal: Que Posicionamento Competitivo?

A diversificação tecnológica destina-se a suportar a criação de novas oportunidades negócio (novas ligações a novos clientes e novas áreas de trabalho com os clientes existentes) e a explorar o potencial que resulta da transversalidade sectorial do engineering & tooling.

 

Neste capítulo, sem contudo restringir o campo de abordagem, interessa sublinhar a exploração das áreas das micro e nano tecnologias. A sua natureza transversal e a sua adopção precoce podem constituir uma oportunidade para a diversificação das áreas e de modelos de negócio.

 

No mesmo sentido, novas pontes devem ser criadas entre o sistema de ciência e tecnologia, fornecedores e clientes, que permitam o estabelecimento de novos campos de inovação, com base em consórcios de I&D temáticos. Esta é, igualmente, uma oportunidade para que, a nível nacional, se aprofundem as ligações inter-sectoriais e entre centros tecnológicos e instituições de I&D e transferência tecnológica. Este é, do mesmo modo, um domínio por excelência, para a constituição de consórcios no âmbito dos projectos mobilizadores.

Esta abordagem permite definir um enquadramento metodológico com os instrumentos necessários, de que se salientam:

  • O estabelecimento de consórcios temáticos de I&D (nacionais e internacionais), que incluam clientes, fornecedores, centros de investigação e universidades, de diversas tipologias: 1) de ênfase horizontal – materiais e tecnologias; 2) de ênfase vertical – sectoriais; ou com conjuntos de protagonistas de geometria variável.
  • O desenvolvimento de novos protagonistas empresariais, com condições para aprofundarem e para impulsionarem novas linhas tecnológicas e de serviços e que incluam: 1) o empreendorismo de base tecnológica e 2) a evolução (spin-offs ou diferenciação / especialização) das empresas existentes. A definição dos seus conteúdos constitui o domínio dos trabalhos em curso.

O Projecto INATEC e os seus Objectivos Tecnológicos, de Agilidade e de Inovação

 

Os objectivos do Projecto INATEC orientam-se para o estudo, desenvolvimento, implementação e validação de tecnologias e processos avançados de produção, de modo a garantir um potencial de inovação, que permita ganhos na produtividade, na, qualidade, nos prazos e nos mercados.

 

Intervém nas novas tecnologias de micromaquinagem, na agilização dos processos e da produção, gerando condições para uma produção mais limpa e ecoeficiente.

 

A globalização da economia levou a um aumento do crescimento da actividade e na integração de ecosistemas na gestão de novas tecnologias, surgindo uma pressão sobre a indústria, para melhoria ambiental.

 

Ao mesmo tempo, as empresas têm sido confrontadas com maior competição, conduzindo a actividade industrial a uma redução de custos, a uma diminuição dos tempos de produção, a um aumento da produtividade, e a uma gestão adequada dos recursos humanos, materiais e energéticos.

 

Estas tendências criam prioridades, que justificam um desafio para a actividade industrial, que consiste em identificar os procedimentos de como avaliar, reduzir e gerir os níveis de resíduos, de modo a introduzir-se consistência no processo e a criar-se sustentabilidade industrial.

 

Assim, o Projecto INATEC reorienta os processos de maquinagem, redefine as cadeias de produção alternativas, conduzindo a uma menor quantidade de matérias-primas, óleos e ferramentas, a um menor consumo de energia, à produção de uma menor quantidade de apara, à obtenção de uma menor quantidade de lamas e à emissão de menos ruído, correspondendo à maximização da ecoeficiência dos processos de fabrico.

 

Num outro sentido, mas promovendo a produtividade, o Projecto INATEC actua sobre os modelos de agilização da produção, seja na aplicação de plataformas de informação e comunicação, seja nas metodologias de planeamento e controlo da produção.

 


Revista "O Molde"
Nº93 - abril 2012
Destaques
A Maquinação em 5 Eixos e seus Desafios

Makino D500: Precisão Dinâmica em Maquinação de 5 Eixos Makino

O Setor Fala de Maquinação 5 Eixos
Projectos
 
Ferramentas Pessoais