Presidente do IAPMEI anuncia nova Linha PME Investe com 400 milhões de euros
A intervenção foi centrada em três tópicos:
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A resposta das empresas aos desafios do acordo Basileia II;
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A Linha PME Investe;
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Instrumentos Financeiros para a Indústria de Moldes.
No que concerne aos desafios de “Basileia II”, foi destacada a importância da recolha e tratamento de informação económica e financeira nas empresas, de forma a permitir uma análise de risco clara e objectiva por parte das entidades do sistema financeiro.
Esta análise dará a cada empresa uma classificação que, de certa forma, condicionará a sua intervenção junto das entidades bancárias ou outras entidades financeiras em termos de concessão de créditos, fixação de preços ou acompanhamento das operações.
As empresas que disponibilizarem mais e melhor informação sobre a sua actividade, em conjunto com um nível de garantias adequado, permitirão às instituições financeiras um melhor conhecimento da sua realidade, o qual será incorporado nos sistemas de rating internos. A conjugação destes factores permitirá às PME a obtenção de um pricing mais competitivo nas operações a realizar.
A Linha PME Investe foi também um dos focos da intervenção do Presidente do IAPMEI que desde logo informou os presentes do lançamento em Outubro (segunda quinzena), de uma nova tranche de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME), no montante de 400 milhões de euros.
Relembramos que em Julho passado, o Ministério da Economia e da Inovação lançou uma linha de crédito de 750 milhões de euros afectos ao QREN. Designada por PME Investe, a linha foi esgotada em aproximadamente três semanas, permitindo às PME uma bonificação do seu financiamento através de uma taxa de juro correspondente à Euribor a três meses deduzida de 1,25%, para um montante máximo de um milhão de euros (1,5 milhões para as empresas reconhecidas pelo IAPMEI com o estatuto de PME Líder). O programa prevê um prazo de financiamento de 4 anos (mais um para as PME Líder) e foi protocolado pelos principais bancos a operar em Portugal, pelas três Sociedades de Garantia Mútua e pelas Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais Factores de Competitividade e dos Programas Operacionais de Lisboa e Algarve.
Luís
Sobre o fenómeno da alegada canalização prioritária das verbas financiadas para o apoio à tesouraria das empresas – que terá explicado, assim, o célere esgotamento da primeira tranche de crédito, algo que se prevê repetir no PME Investe II –, o gestor admite que o programa “incluiu estratégica e conscientemente a aplicação no fundo de maneio das empresas, dadas as dificuldades de tesouraria com que as empresas se deparam”.
O responsável ressalvou que o IAPMEI “não está a adiantar dinheiro, mas sim os bancos, que vão receber as bonificações quando, em cada trimestre, os juros forem vencidos”. Admitindo que os bancos “também beneficiam com este negócio, como é expectável”, explicou que o acordo bancário envolveu “um preço fixado por ambas as partes, com um spread para cada nível de risco acima da taxa Euribor”. Confrontado com um alegado “facilitismo” das candidaturas proposto às empresas, Luís
O terceiro ponto focado na intervenção foi o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos meses entre o IAPMEI e o Sector, nomeadamente através das suas entidades representativas, CEFAMOL e CENTIMFE, com o objectivo de encontrar soluções que permitam às empresas reduzir as necessidades de fundo de maneio com que são confrontadas pelo mercado, em virtude de uma alteração do modelo de negócio que estava normalmente “institucionalizado” nesta Indústria.
Simultaneamente, também as necessidades de financiamento para novos investimentos, fortemente condicionadas pelos factores anteriormente descritos, também estão a ser analisadas, de forma a poderem ser encontradas soluções que dêem resposta a estas dificuldades.
A sessão foi presenciada por cerca de 70 participantes, tendo o período de debate sido animado por um grande número de questões e observações efectuadas pela assistência, às quais o orador sempre respondeu pronta e abertamente.
À semelhança das sessões promovidas anteriormente, esta intervenção foi integrada no Ciclo de Jantares Conferência “Engineering and Tooling: Desafios e Oportunidades”, tendo contado com os apoios do IAPMEI, da Inovcapital – Sociedade de Capital de Risco e da revista INVEST.
A última sessão deste Ciclo de Jantares Conferência será realizada durante o mês de Outubro, sendo a data e o tema apresentados oportunamente.
