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22 empresas com a CEFAMOL na Fakuma

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Foram 22 as empresas de moldes que acompanharam, no âmbito do projeto de promoção Engineering & Tooling from Portugal, a CEFAMOL na feira Fakuma, que decorreu de 16 a 20 de outubro, no Centro de Exposições de Friedrichshafen, na Alemanha.



De acordo com Patrício Tavares, da CEFAMOL, a participação nacional saldou-se pela positiva. "As 22 empresas integrantes do projeto ficaram localizadas nos halls A1, B1, B5 e FW, mas na sua grande maioria, 18 para ser mais exato, ficaram no hall A1, o espaço destinado aos fornecedores e moldes e componentes. Tratando-se de espaços individuais, isso permitiu ter uma presença alargada e constante ao longo de todo o pavilhão, não passando indiferentes aos visitantes que por ali circularam, com o objetivo de alargar a sua rede de fornecedores e discutir novos projetos", conta.



O barómetro Alemanha
Patrício Tavares relata ainda que apesar do menor número de visitantes (que foi notório nesta edição da feira), as empresas portuguesas se mostraram satisfeitas no final. "Percebeu-se que apesar do impasse (visível na indústria automóvel), há diversos projetos para sair, expectando-se um pico de trabalho nos próximos tempos", explica.


É por isso que conclui que para as empresas portuguesas "o mercado alemão continua a ser de importância estratégica elevada para o sector, não só pelo seu peso nas exportações nacionais (principal mercado), mas também por se tratar de um barómetro do negócio e das principais tendências, não só a nível da Europa, mas também dos principais mercados mundiais onde estão presentes as OEM clientes com sede no mercado comunitário, e onde muitas vezes é tomada a decisão de compra".


As 22 empresas que acompanharam a CEFAMOL foram a AES Moldes, Bormat, Cheto, CR Moulds, E&T, Fozmoldes, Frumolde, Geco, Microplasticos, Moldata, Moldes Catarino, Moldoeste, Moldoplastico, Moliporex, Planimolde, PMM, Ribermold, Steelplus, Tecnifreza, Tecnimoplas, TJ Moldes e UEpro.


Patrício Tavares destaca que, sendo a Alemanha o principal destino das exportações de moldes nacionais e, por isso, estarem já referenciados os principais clientes e potenciais clientes das empresas portuguesas, "a participação na Fakuma tem como objetivo principal da indústria promover uma presença assídua no mercado, aumentando a sua notoriedade junto dos atuais e futuros clientes, potenciando as relações comerciais e ganhando pontos para novos projetos que estejam "na calha". Serve também para sentir o pulso da indústria, aproveitando o contacto com os clientes para identificar os futuros desafios e oportunidade para o sector, assim como os 'guidelines' para a definição estratégica para os próximos anos".


A Feira
A Fakuma é uma feira internacional que abrange os principais mercados comunitários, com especial foco na Europa Central (Alemanha, Suíça e Áustria), que realizou este ano a sua 26ª edição. Esta feira é dedicada a toda a cadeia de valor da indústria do plástico, desde o conceito até à produção. passando por todos os fornecedores, clientes ou entidades de investigação.




Pela sua dimensão e localização, é de importância estratégica para as principais marcas fornecedoras da indústria de plástico, o que motiva grandes investimentos para potenciar a exposição durante todo o evento, chamando a si o grosso da indústria. Isto faz da Fakuma a segunda maior feira, logo a seguir à gigante "K" (a maior feira mundial do sector). No entanto, pelo facto da "K" apenas se realizar a cada 3 anos, a Fakuma foi ganhando importância, pela necessidade dos fornecedores usarem canais que proporcionem um contacto mais constante com os clientes.



Estrategicamente, a organização da Fakuma decidiu realizar o evento apenas nos anos em que não se realiza a feira "K", assumindo-a como uma complementaridade ao invés de uma concorrência direta, o que beneficiou ambos os eventos em termos de expositores e visitantes.


Digitalização e automação
Os principais temas abordados durante esta edição, no decorrer do certame, "centraram-se nos impactos da 'revolução industrial' que temos em curso, com foco especial na digitalização e automação de processos, que permitam queimar etapas e processos, aumentando eficiência e produtividade do Homem e da máquina. O tema da sustentabilidade e reutilização de materiais também foi muito falado, numa altura em que o plástico pode sofrer uma quebra em produtos de baixo valor acrescentado, devido às questões ambientais", explicou Patrício Tavares, sublinhando ainda que "é também grande a expectativa relacionada com a indústria automóvel, notando-se um impasse de alguns clientes em iniciar novos projetos, tendo em conta as várias diretivas que têm vindo a ser aprovadas por toda a Europa relacionados com automóveis elétricos, híbridos e diesel, pensando no futuro sustentável da sociedade".

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