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'Standardização' atrai indústria a seminário da CEFAMOL

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Mais de cinco dezenas de profissionais da indústria de moldes assistiram ao seminário 'Standardização como Fator-chave para a Competitividade' que, organizado pela CEFAMOL, decorreu no dia 7 de novembro, no Centro Empresarial da Marinha Grande.

 

Os oradores, representantes das empresas Hasco, Tebis e TCA, deram conta das soluções que têm disponíveis, seja ao nível de softwares ou acessórios e que, através da standardização de processos, permitem ganhos de tempo e qualidade na produção de moldes, desde a conceção ao fabrico. No final, foram unânimes em admitir que há ainda um caminho grande a percorrer pelas empresas nesta área.

 

No entanto, enquanto Gonçalo Carmo, da Tebis, e Bruno Sousa, da TCA, contaram sentir ainda "muita resistência junto de grande número de empresas no que diz respeito à adoção da standardização", Nuno Alexandre, da Hasco, considera não notar "aquela resistência nos clientes que via há algum tempo". Até porque, lembra, "hoje em dia, os produtores de moldes têm de fazer em menos tempo muito mais trabalho porque não podem pedir aos clientes mais dinheiro pelos moldes". Por isso, acredita que, de uma maneira geral, a indústria viu que "tem de abraçar a standardização". O que, no seu entender, está a ser levado de forma faseada pelas empresas: "primeiro, eles todos tiveram necessidade de, internamente, em sua casa, standardizar os processos internos; depois passaram para a fase de adquirir os componentes para fazer os moldes e, numa terceira parte, vão avançar para a aquisição dos softwares que os apoiem nisso".

 

"Acredito que a maior parte do mercado já tem na cabeça que tem de standardizar cada vez mais", considera, afirmando não partilhar, por isso, "o pessimismo" dos seus colegas de painel neste seminário. "A Hasco fornece aços, acessórios de injeção, tudo o que as empresas necessitam. Creio que a facilidade da adesão das empresas aos nossos produtos vem dos 30 anos de experiência que temos no mercado", afirma ainda.

 

Resistência

Gonçalo Carmo, da Tebis, admite sentir, no dia-a-dia, grande resistência das empresas à mudança. "É uma luta diária tentar convencer as empresas", afirma, frisando que "tem de ser mesmo o 'ver para crer', porque a maior parte das empresas usa o argumento de 'isto não funciona connosco porque os nossos moldes são diferentes'. E temos de provar o contrário, explicando, por exemplo, que um furo de diâmetro 10 é igual em Portugal ou na China e que têm todas as vantagens em aproveitar os processos standard do CAD com códigos RGB associados e normas de CAD implementadas e tirar partido disso". Por isso, a Tebis faz uma abordagem direta na 'casa' dos clientes, tentando "provar, sempre com exemplos, que, em cada processo, é possível mudar e adaptar os nossos códigos".

 

Bruno Sousa, da TCA, partilha esta opinião, contando que no seu trabalho diário se depara com casos de empresas receosas de "sair da sua zona de conforto e adotar mudanças". "Embora comecemos a abordar outros temas que vão para além da standardização, que estão já um passo à frente e que estão relacionados agora com a 'Indústria 4.0', vamos percebendo essa resistência. Contudo, quanto mais inovadores os temas que vamos abordando e que obrigam as empresas a sair mais da sua zona de conforto, notamos que muitas acabam por considerar a standardização como um dado adquirido ou uma situação a seguir para conseguir posicionar-se no mercado", sublinha.

 

A TCA, conta Bruno Sousa, tem como clientes/parceiros cerca de metade das empresas de moldes existentes em Portugal o que, frisa, "é uma quota de mercado muito positiva, uma vez que nos deparamos, na nossa área de atividade, com a concorrência de muitos players". E, em jeito de conclusão, recorda às empresas do sector que "se não standardizarmos os processos para sermos cada vez mais eficazes e eficientes, não vamos ser competitivos".

 

Acrescenta que na indústria "há muitos empresários com essa preocupação e noto que à medida que vamos avançando no processo e que vamos fazendo coisas cada vez mais inovadoras, eles começam já a sentir a necessidade de ter, pelo menos, uma parametrização, uma configuração comum nos seus processos mais a jusante, a nível da criação e do desenvolvimento do molde em si. Mas há ainda um caminho a percorrer".

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