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Programa “Talentum 4.0”: o papel das Pessoas nas organizações

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"As pessoas são o centro das organizações. E isto tem de deixar de ser uma frase feita e passar a ter verdadeiro significado. As organizações de futuro - e as atuais - vão ser feitas, essencialmente, com as competências diferenciadoras das pessoas, portanto, é fundamental começarmos a olhar para a gestão das pessoas de uma forma profissional, tal e qual como vemos qualquer outra área de gestão".


Foi desta forma que Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC), colocou o papel da 'Pessoa na Organização', no decorrer da sua intervenção no seminário 'Nova cultura organizacional: foco no negócio, foco na estratégia' que, organizado pela CEFAMOL, decorreu no dia 30 de janeiro, no espaço que acolhe a exposição 'Esculpir o Aço', no edifício da Resinagem, na Marinha Grande.



Centrando a sua intervenção nos desafios da quarta revolução industrial, mas recordando, em síntese, o percurso que a indústria percorreu para aqui chegar e tendo sempre como foco as pessoas, Artur Ferraz considerou que as empresas "têm, hoje em dia, imensa sensibilidade para esta questão, têm a consciência de que têm de fazer alguma coisa, mas têm dificuldade é em saber onde e como". E isto porque, sublinhou, "estão de tal forma concentradas no processo do dia-a-dia que têm muita dificuldade em 'sair' e conseguir ver o que podem fazer num contexto mais amplo e mais estratégico no que se refere às pessoas".


A sua constatação foi confirmada pelas várias empresas presentes no seminário, que partilharam a sua experiência, contando estar a debater-se com dificuldades de angariação de novos colaboradores e, colocando várias questões ao orador, criaram um interessante espaço de diálogo e partilha de opiniões.



Artur Ferraz considerou que, nesta matéria, "não há fórmulas mágicas para fazer a mudança" e atrair pessoas. Salientou que a indústria tem de conseguir criar uma imagem atrativa para conseguir atrair a si os jovens quadros. "A primeira coisa que temos de ter consciência é saber que, se queremos estar cá daqui a dez anos e ter uma organização pensada para poder funcionar nessa altura, temos de ter pessoas. Temos de construir sistemas dentro das organizações de forma a incorporar as que precisamos e que elas depois possam ter o seu papel devidamente reconhecido para poder desenvolver as suas atividades", afirmou.


Para tal, frisou, "é preciso pensar a organização e é preciso saber concretamente o que queremos do nosso negócio, sabendo comunicar isso internamente". Ou seja: "tem de existir uma estrutura interna, que tem de ser pensada. Tem de ser uma coisa simples porque as nossas organizações são boas exatamente porque são simples e, ao manterem-se assim, conseguem ser ágeis e, dessa forma, resolver os problemas do dia-a-dia".


Lembrou que o mundo, atualmente, está "em constante evolução" e que, por isso, "temos de ser ágeis, criando uma estrutura que permita manter o foco no futuro". E o futuro, sublinhou, faz-se com pessoas.


Reflexão durante o ano


Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL explicou que esta sessão - denominada CAOS Session (Change and Adapt Organization Systems) - se insere num conjunto de várias que a Associação pretende realizar no decorrer deste ano, a propósito da celebração do 50º aniversário da CEFAMOL. Em conjunto com outras atividades já previstas, culminarão com a organização do X Congresso da Indústria de Moldes, agendado para o final do mês de novembro, o qual procurará definir a estratégia do sector para os próximos anos. A 'gestão de pessoas', ‘organização e tecnologia' e 'internacionalização serão os temas em destaque no Congresso.

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