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Programa Talentum deu pistas para recrutar pessoas para a indústria

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Recrutar para a indústria será uma missão impossível? Este foi o mote para mais uma sessão do programa “Talentum 4.0”, que está a ser dinamizado pela CEFAMOL desde o início deste ano, e que decorreu no dia 17 de abril. Foi, a exemplo das anteriores, bastante participada, com os representantes das empresas a colocar questões e a partilhar as suas opiniões.

E nesta 'missão impossível', o protagonista não foi, ao contrário do que acontece no cinema, o ator Tom Cruise, mas sim, a exemplo do que tem acontecido nos anteriores seminários, Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC). Durante o evento, que atraiu mais de duas dezenas de profissionais do sector, o orador, entre muitas notas pontuadas com o bom humor que o caracteriza, desdramatizou algumas das questões, concluindo que esta missão "é difícil, mas não impossível" e deixou algumas pistas que as empresas podem ter em conta no momento em que precisam de recrutar pessoas.

E qual o ponto de partida para uma organização quando se prepara o recrutamento?


Artur Ferraz considera que muito do trabalho deve ser interno. "As empresas têm de saber exatamente o que necessitam", advertiu, frisando que um dos exercícios que devem fazer é perceber se não encontram esta resposta dentro de 'casa'. Só depois, aconselhou, devem 'desbravar' o mercado à procura de novos colaboradores.


E é nesta saída que, na generalidade dos casos, começam as dificuldades. Desde logo é preciso saber como é que os jovens - a geração que vai entrar agora no mundo do trabalho - veem a indústria. E a plateia foi unânime em considerar que a imagem que os jovens têm raramente corresponde à verdade e que, na maioria dos casos, não veem nas empresas as oportunidades, sejam tecnológicas, de desenvolvimento, segurança ou salários interessantes que estas, na verdade, oferecem. Pelo contrário, têm delas uma imagem muito associada ao passado, de dificuldade, trabalho árduo, ambiente pesado. Então, "é preciso conseguir mudar o estereótipo".


Dando como exemplo algumas campanhas de recrutamento desenvolvidas por empresas de renome mundial, aconselhou a que a estratégia de atração dos jovens passe por uma comunicação diferente, "mais criativa" e que vá ao encontro das características que hoje os jovens têm de, mesmo no mercado de trabalho, privilegiar a experimentação.


Foram apresentadas algumas sugestões sobre a forma de conduzir as entrevistas de recrutamento, dando ênfase à questão de "procurar conhecer verdadeiramente as suas competências" e não se limitar a ler os seus currículos. "Ser criativo e ousado", foi a abordagem que defendeu como uma das mais adequadas para conseguir atrair os jovens que a indústria precisa.




A próxima sessão deste 'Programa Talentum' vai ter lugar em maio e tem como tema 'Cultura de desenvolvimento de pessoas e os avanços tecnológicos'.

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